domingo, 19 de dezembro de 2010

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..
E lembra-te:
Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão
Fernando Pessoa

domingo, 5 de dezembro de 2010

E que o verão no seu sorriso nunca acabe e aquele medo de viver, um dia, se torne um grande amor, vou te falar...Mas sinto que vc ja sabe...

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Maior Tesouro

Ela está a olhar o mundo
Com o filtro do amor
E deseja com o encanto
Abrir o baú contendo
O maior tesouro
Que são os sentimentos
Outrora depositados
Por desencantos...

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Paciência

"...Enquanto o tempo acelera
E pede pressa
Eu me recuso
Faço hora
Vou na valsa

A vida é tão rara

Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura
Finge que isso tudo é normal
Finjo Ter paciência

E o mundo vai girando
Cada vez mais veloz...."

Lenine

Tempo...

A tempestade veio e varreu tudo
Ao acordar do pesadelo
Não havia nada em seu lugar
Cadê aquelas pessoas
Que preenchiam os cômodos
Se foram...
Há tempo e tempestades
O tempo vence
Ah! como vence...
A superação?
Não sei...

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Sem visitação

A moça agarrou-se à solidão. Diz-se feliz em sua própria companhia, mas admite a tentação dos passeios diários nas proximidades daquela calçada onde outrora seus instintos estremecerem. É lamentável sua colocação  afirmativa de que seu mundo está fechado à visitação. Dissimulada é a moça, estou a observá-la com afinco e digo com sabedoria que no fundo ela está apaixonada e não quer admitir para si. Não vou dar atenção às suas colocações, sei que sozinha encontrará suas razões e provavelmente ouvirá o que lhe diz o coração!!

...Amor Puro

O que há dentro do meu coração
Eu tenho guardado pra te dar
...
E a tua história eu não sei
Mas me diga só o que for bom
...
Um amor tão puro
Que não sabe a força
Que tem...

Djavan

Quem sou eu

Minha foto
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil
Se não posso fazer com que você venha a mim e volte melhor e mais feliz prefiro não atender à solicitude do seu ser, nos momentos de inquietude não me manifesto, ainda que seja solicitada.

Seguidores

Arquivo do blog